Em uma comunicado que enviamos recentemente a secretários estaduais e municipais de saúde, incluímos uma breve descrição das expectativas do curso:
Objetivo e público alvo: formar profissionais altamente qualificados para atuar no controle e na vigilância de vetores de patógenos causadores de doenças como Dengue, Malária, Zika, Leishmaniose, Chagas, Esquistossomose, Filarioses, Oncocercose, entre outras. O curso foi pensado para profissionais vinculados ao serviço público de saúde, nos diferentes órgãos municipais, estaduais e federais.
Uma dúvida que tem sido levantada por docentes e interessados é quem pode se matricular no processo seletivo. Como o programa foi criado em função de uma demanda do Ministério da Saúde, nós pensamos inicialmente na formação de agentes que estão vinculados formalmente ao serviço. Contudo, dois fatores principais levaram a comissão de pós graduação a decidir abrir as inscrições a todos os profissionais liberais que estejam interessados.
O primeiro é que há uma série de profissionais engajados na vigilância e controle de vetores com diferentes tipos de vínculos ao serviço público. Fomos contactados por profissionais que são terceirizados, bolsistas, ou que realizam trabalho voluntário. Em alguns casos recebemos relatos de mudança de setor ou de atividade, aonde o profissional é dispensado ou realocado em função das demandas imediatas do município. Entendo que isso reflete uma precarização das relações de trabalho e do serviço público hoje em dia, mas deixar de atender esses profissionais talvez apenas reforce esse círculo vicioso.
Outra razão é que, por tratar-se de um curso novo, não temos idéia da demanda. De fato, precisamos ter um mapeamento melhor de aonde estão os interessados no curso, e de que tipo de lacuna podemos preencher no campo, para poder tomar decisões estratégicas não só no sentido de direcionar o público alvo mas também em relação ao tamanho do público. A estrutura muda completamente se estivermos pensando em um universo local, regional ou nacional de interessados. Também muda se estivermos falando em 20, 200 ou 2000 alunos. Desa forma, parece mais prudente neste momento deixar as portas abertas o máximo possível, mantendo, é claro, as diretrizes e intenções iniciais.
Além disso, acredito que um dos objetivos do curso é criar, na sociedade como um todo, uma massa crítica maior no tema ¨vetores¨. Isso me parece impossível se restringirmos as vagas ao serviço. Esse é um objetivo mais de longo prazo, sobre o qual é necessário ainda muito debate e reflexão. Mas para tê-lo em pauta é necessário começar de alguma forma, e acredito que nesse sentido a nossa política deve ser inclusiva ao extremo.
Assim sendo, a orientação que vem sendo dada é que TODOS os profissionais interessados em fazer o curso devem se inscrever no processo seletivo, respeitando a qualificação exigida (graduação na área) e as particularidades do programa. Destaco a necessidade de liberação por parte da chefia para as aulas, que são presenciais, durante uma semana a cada mês por nove meses. Isso é imprescindível para a inscrição no processo seletivo. Outro fato importante é que o programa não oferece bolsas de nenhum tipo. Ainda existe a possibilidade de termos alguma ajuda de custo a profissionais de outros estados e municípios, mas não há nenhuma garantia em relação a isso ainda.
Em breve divulgaremos o calendário de aulas e de seleção. Caso tenham dúvidas, não hesitem em escrever. E-mail: posgvcv@ioc.fiocruz.br ou posgvcv@gmail.com.
Por favor, você poderia me enviar mais informações e custos md.raranda@gmail.com eles são gratos curso. obrigado
ResponderExcluirCaro Roberto, a princípio o curso não terá custo para os alunos. Em breve divulgaremos o calendário 2017/8 e o edital de seleção. Obrigado pelo interesse!
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