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Sobre a estrutura do curso

Outra informação que foi disponibilzada aos secretários de saúde é sobre a estrutura do curso:

Programa: Aulas teóricas e práticas. Para facilitar a liberação dos profissionais, as disciplinas serão concentradas em uma semana a cada mês. Nas semanas de aulas será exigida dedicação exclusiva, com a liberação formal do profissional junto a chefia, através de documento entregue na inscrição para a seleção. Os alunos devem defender dissertação para receber o título de mestre, com orientação por docente do programa, que conta com mais de 50 doutores da FIOCRUZ, UFMG, UFF, UFRJ, USP e UFRGS, entre outras.

Acredito que é importante discutir as razões que nos levaram a optar por essa estrutura, e também destacar algumas particularidades do curso. A opção por disciplinas condensadas em uma semana se dá no sentido de facilitar a participação de funcionários, não só do Rio de Janeiro mas especialmente de outros municípios e regiões do país. Entretanto, o curso atualmente não possui recursos para custear viagens de alunos e professores, portanto as aulas serão inicialmente baseadas na FIOCRUZ no RJ com participação presencial de docentes do RJ - no caso de docentes de outros estados, estamos vendo a possibilidade de aulas à distância por teleconferência. O curso não cobra mensalidades dos alunos, e existe a possibilidade de hospedagem na própria Fiocruz (o que depende da disponibilidade e da demanda).

A opção de ter apenas 9 disciplinas obrigatórias sequenciais tem como objetivo propiciar aos alunos uma formação básica ampla e integrada, observando os diferentes aspectos do estudo de vetores. Nesse sentido, o nosso curso de Mestrado Profissional se diferencia de um Mestrado Acadêmico, aonde a liberdade para cursas disciplinas específicas diretamente relacionadas a um projeto de pesquisa é maior. Isso traz um custo em termos de flexibilidade, pois como as disciplinas estão concatenadas e são oferecidas apenas uma vez por ano (a príncípio) os alunos não podem faltar às aulas ou ter um desempenho insatisfatório sem que isso resulte em um atraso importante nas atividades. Mas acredito que isso é algo que deve ser trabalhado e dimensionado durante as primeiras turmas.

Um problema que vem sendo discutido com os docentes é o aprofundamento que pode ser dado nos temas escolhidos. É evidente que qualquer um dos temas propostos não pode ser exaurido ou explorado com profundidade durante uma semana. Por exemplo, é absolutamente impossível aprofundar Taxonomia de Vetores nesse curto período. A diretriz que vem sendo dada aos coordenadores é que esse é um tempo aonde podem ser explorados os alicerces e princípios fundamentais da disciplina, com alertas para questões mais abrangentes, e que aspectos específicos devem ser desenvolvidos durante a realização do projeto, em discussão com o orientador ou com mebros do quadro docente.

Em relação aos projetos, a defesa da dissertação frente a uma banca é requisito necessário para a obtenção de título de Mestre. Com esse perfil de alunos, temos absoluta consciência de que projetos baseados em bancada, no perfil do que ocorre no Mestrado Acadêmico, aonde o aluno permanece em tempo integral no laboratório de pesquisa de uma Instituição de Ensino Superior, são inviáveis. Dessa forma pretendemos estimular projetos que partam da realidade local dos alunos, trazendo os problemas de vigilância e controle de vetores para a proposição de trabalhos que proponham soluções para questões específicas. A natureza dos projetos deve ser aplicada, e nesse sentido são bem vindos os mais diferentes tipos de produção - materiais didáticos, de divulgação, estudos de casos, campanhas, desenvolvimento de produtos, técnicas, modelos de aplicação, sem descartar a produção teórica e tendo especial cuidado com a produção acadêmica derivada de cada projeto, que será diferenciada. 

Uma questão que ainda está em aberto é como possibilitar a participação de docentes e alunos de outros estados. Teoricamente os alunos podem escolher qualquer orientador do quadro, da FIOCRUZ, UFRJ, USP, UFF, UFMG, UFRGS. No caso de alunos/orientadores de outros estados, é esperado que os projetos sejam desenvolvidos no estado de origem, mas a necessidade de participação nas disciplinas implica na vinda do aluno para o Rio de Janeiro para assistir as aulas. Certamente enquanto a estrutura para o ensino à distância ou fomento específico para a viagem de alunos e professores não estiverem estruturados isso será um gargalo.

De qualquer forma, é muito importante que alunos/orientadores e especialmente chefes dos profissionais tenham consciência de que a disponibilidade para frequentar as disciplinas, ou seja, 9 semanas durante 9 meses (nos 11 meses entre Agosto de 2017 e Junho de 2018) é  pré-requisito fundamental para o ingresso no curso. Nesse sentido, o comprometimento e o engajamento nas atividades do curso deve ser total, e para isso um dos requisitos para inscrição é a declaração da chefia de liberação para as aulas, que serão no campus da FIOCRUZ em Manguinhos. 

Em breve o calendário detalhado de datas será divulgado. Para dúvidas, críticas e sugestões entrem em contato através do email posgvcv@ioc.fiocruz.br ou posgvcv@gmail.com.








Comentários

  1. Tenho muito, mas muito interesse em fazer esse mestrado. Sou biólogo e estou como Gerente da Entomologia no meu estado, Alagoas. Temos desenvolvido vários trabalhos com flebótomos, triatomíneos, Culicídeos e outros. Em virtude da divulgação de um laudo pelo IEC, que um sagui encontrado morto na nossa capital, Maceió, foi positivo para Febre Amarela,começamos na quarta-feira uma investigação entomológica. E já temos observados culicídeos que não tem registro em Alagoas. Creio que por si só, esse fato já dá pra elaborar um artigo. E temos várias outras pesquisas inéditas. Daí o meu enorme interesse em fazer esse mestrado e convencer nossos governantes a "patrocinar" nossas idas ao Rio de Janeiro.

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